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sábado, 18 de dezembro de 2010

PEDAGOGIA DE PROJETOS

Sobre a Pedagogia de projetos, na interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, minha reflexão do eixo VII:
Aspectos Positivos e Desafiadores na Pedagogia de Projetos
Considero muitos aspectos positivos nesse tipo de trabalho. Um deles é a busca pela superação da fragmentação do conhecimento. Essa metodologia caminha na perspectiva do conhecimento globalizado e relacional, favorecendo a criação de estratégias de organização dos conhecimentos quanto ao tratamento da informação e a relação entre os diferentes conteúdos.
Essa maneira de lidar com o conhecimento é um processo de construção, e como tal, dá-se na dialeticidade por problematizar situações concretas que constituem objetos de estudo e construção do conhecimento.
A Pedagogia de Projetos possibilita a integração dentro e fora da escola, na busca de informações, levando em conta que o aprender é um ato cooperativo e comunicativo. Nessa perspectiva o educador é um facilitador/aprendiz.

Diferenças e semelhanças da aplicação da Pedagogia de Projetos na Educação Infantil e nos Anos Iniciais
Existem diferenças apenas no sentido dos encaminhamentos, na organização da aplicação.
Se essa metodologia leva em consideração o conhecimento prévio dos alunos, certamente a questão da faixa etária/etapa que se encontra uma turma exigirá encaminhamentos diferentes aos de outra.
Fora isso, nada impede que o professor trabalhe nessa linha com qualquer que seja a etapa ou série, desde que assuma que o aluno aprende quando torna significativa a informação e os conhecimentos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O menininho


Relendo as postagens dos semestres anteriores, tentando relacionar ao tema tratado em meu TCC, chamou-me a atenção o texto de Helen Buckley na interdisciplina de Didática, do eixo VII.
A relação está na questão que coloco em meu trabalho sobre propor atividades que desenvolvam a autonomia e a criatividade dos alunos.
Um trecho de uma das atividades que nos foram propostas:
Quais atividades você, enquanto professor/a,desenvolve com seus alunos de modo a possibilitar que estes cresçam com autonomia e desenvolvam sua criatividade? "Acredito na importância de adaptar as atividades à realidade da turma, levando em consideração seu meio, sua origem, suas experiências.
Procuro ao máximo, aproximar as atividades propostas à realidade da turma, levando em conta experiências, ouvindo sempre suas opiniões, para que eles venham a construir o conhecimento através de experimentações, com materiais concretos, sempre os incentivando a expressar idéias, hipóteses, opiniões, sempre os desafiando a busca das respostas através de sua curiosidade e desejo."

A escola do menininho não é tão desconhecida pelos educadores. Ainda é comum em nossas aulas apresentarmos textos prontos, que não exijam muito raciocínio nem muita reflexão e pouco desafiadoras e ainda depois, solicitarmos tarefas que reproduzam tudo o que diz o texto, sem que o aluno use sua imaginação,seu poder de criar, enfim sem nenhuma construção de conhecimento. Isso faz com que tenhamos vários alunos como o "menininho" que depois de passar por uma escola que impedia que ele manifestasse sua criatividade e somente reproduzisse o que os professores queriam, não mais conseguia se expressar sem que alguém dissesse o que realmente era para ser feito.
Na questão da Educação Ambiental não é diferente. Os conceitos trabalhados, normalmente na escola, são sempre os mesmos, descontextualizados, prontos, impedindo assim que ocorra uma verdadeira conscientização/sensibilização.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Temas Geradores

A educação problematizadora de Paulo Freire rompe com a polarização entre professor e alunos, dominante na educação bancária, propondo ao invés disso, o diálogo entre ambos.
Alfabetização de jovens e adultos através de palavras "geradoras", foi um método idealizado por Freire.
As palavras seriam para a alfabetização e os temas para os debates, várias áreas da educação, num processo de conscientização.
Eram usadas palavras que representavam a realidade de cada grupo de alunos. Assim, ao grupo que trabalhava na área da construção usava-se o TIJOLO, enquanto que para os dos outros grupos, seriam usadas também palavras da sua vivência.
A razão do uso de palavras do conhecimento dos grupos seriam em função da motivação que causa ao envolver as pessoas com palavras de seu cotidiano,gerando um tema comum a todos, e as discussões em torno dessa palavra.
Para Paulo Freire deve-se sempre partir do que os alunos já sabem, conhecem, pois todos tem uma história de vida.



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Comênio: "Ensinar a todos"


Frases de Comênio:

“Deve-se começar a formação muito cedo, pois não se deve passar a vida a aprender, mas a fazer”

“Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja.”


Comênio foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência e os sentimentos da criança. Ele defendia a idéia de uma escola onde as crianças fossem respeitadas como seres humanos dotados de inteligência , aptidões, sentimentos e limites. Acreditava também no direito de todas as pessoas à educação. Apesar de só se consagrarem no século XX, essas idéias já eram defendidas por Comênio no século XVII.
Para ele o ponto de partida da aprendizagem deve ser sempre o conhecido: ir do simples para o complexo, do concreto para o abstrato. No seu livro Orbis Pictus, "o mundo das coisas visíveis em figuras" ele elabora um texto em que cada passo é relacionado com ilustrações. Daí já percebe-se a sua atenção em buscar alternativas interessantes, agradáveis, atrativas para ensinar.
Para Comênio é importante que se ensine o que tem valor para a vida e não só o que tem valor para a escola.
Lendo as referências de Comênio, percebe-se o seu pensamento inovador, e remete-nos a algumas indagações: " Como idéias tão inovadoras, só foram colocadas em prática tanto tempo depois?" " Por que ainda hoje muitos educadores são tão resistentes a esse tipo de educação que tenta levar o aluno a ser capaz de pensar por si mesmo, sendo ator e não apenas um espectador?"